Espaço destinado a informação relativa a tontura e vertigem, identificando causas, sintomas e diagnóstico para tratamento das tonturas e vertigens, assim como das dores de cabeça.


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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tonturas, o que são

A Tontura é um sintoma resultante da perturbação do equilíbrio corporal que pode ocorrer em diferentes tipo de doenças, podendo interferir de diversas formas nas actividades diárias e na qualidade de vida de cada individuo. As tonturas podem ser leves, moderadas ou intensas. Podem ser esporádicas, frequentes ou constantes. Existem diversos tipos de tontura nomeadamente atordoamento, sensação de cabeça leve, sensação de queda iminente, instabilidade, sensação de flutuação, sensação de rotação no meio ambiente, desvio à marcha, desequilíbrio, desorientação espacial entre outros.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Conhecendo a tontura

"Tontura" é um termo frequentemente usado para descrever sintomas diferentes. Pode ser uma sensação de instabilidade ou sensação de tonto. Ela também pode ser uma sensação de fiação. Vertigo é o termo que os especialistas usam para definir o que você sente a longo prazo, nomeadamente  sensação de que você está girando ou a sala está girando. É importante para você explicar para o seu médico o que você quer dizer com tonturas. 

Tontura não é uma doença. É um sintoma. Na maioria das vezes ela é leve e temporária e uma causa de algo que não se consegue descobrir. 
Sensação de tontura ou vertigem pode ser causada por uma infecção ou doença do ouvido interno. Por exemplo, uma possível causa é labirintite, que é uma inflamação do ouvido interno. Doença de Ménière e vertigem posicional benigna são outros problemas no ouvido interno que podem provocar tonturas. 
A tontura pode ser causada por cansaço, estresse, febre, nível baixo de açúcar no sangue, anemia, lesão na cabeça, problemas cardíacos ou circulatórios, ou acidente vascular cerebral. A tontura também pode ser causada por alguns medicamentos. 
As pessoas mais velhas que têm aterosclerose (endurecimento das artérias) ou osteoartrite das articulações do pescoço (que pode causar pressão sobre os nervos e vasos sanguíneos), podem sentir vertigens quando de repente movem a cabeça ou olham para cima. Tonturas ocorrem mais frequentemente em idosos do que em outras faixas etárias, mas não é necessariamente causada por doença. 
Alguns problemas psicológicos podem causar tontura. Exemplos de tais problemas são depressão, agorafobia (medo de espaços abertos) e hiperventilação (respiração rápida e superficial que pode acontecer quando você está se sentindo ansioso). 
Causas raras de tontura incluem tumores ou infecções no cérebro, ou a esclerose múltipla.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tontura associada a distúrbio do pânico e agorafobia

Já abordámos aqui a definição de tontura, quais as causas de tontura, os tipos de tontura e quais os sintomas associados.

Tontura é uma das queixas mais frequentes no consultório médico tanto primário quanto especializado e continua a representar um desafio ao raciocínio clínico.
Pode ser causada por mais de duas mil condições primárias ou secundárias, agrupadas em mais de três centenas de síndromes. Nos Estados Unidos, a queixa de tontura é responsável por mais de 8 milhões de consultas ambulatoriais por ano. Sua investigação diagnóstica é dispendiosa, custando em média, segundo um estudo americano, US$2.532 até o diagnóstico, e grande parte das vezes ainda resulta inconclusiva. Dessa forma, busca-se atualmente uma abordagem criteriosa e interdisciplinar da tontura, de modo a intervir de forma mais abrangente e direta nos fatores causais e predisponentes identificados.
Sob a insígnia de tontura encontra-se uma miríade de queixas que passam desde o sintoma de vertigem (caracterizado por tontura de caráter rotatório) até a sensação de desequilíbrio, instabilidade, cabeça leve ou mesmo de “quase-desmaio”.
Muitos dos pacientes que se apresentam com tontura sem causa orgânica aparente, portanto considerados como portadores de tontura idiopática, podem ter um distúrbio psiquiátrico.4 Além disso, mesmo a tontura de causa orgânica pode desencadear ou exacerbar alterações psiquiátricas “latentes”.
A associação entre tontura e doenças psiquiátricas já é bastante reconhecida mas ainda pouco estudada, em grande parte pela falta de uma abordagem multidisciplinar verdadeiramente integrada destes pacientes. Como é de praxe no raciocínio clínico, a associação com doenças psiquiátricas é tratada como um diagnóstico de exclusão, isto é, para os casos de tontura sem alterações orgânicas detectáveis ao exame físico e otoneurológico. Estes pacientes acabam sendo taxados como portadores de tontura “de origem psiquiátrica” e referidos ao especialista, que assume a responsabilidade do tratamento, muitas vezes sem um retorno ao médico de origem.
Por outro lado, os sintomas labirínticos nos pacientes psiquiátricos são muitas vezes tratados como manifestações psicossomáticas ou neurovegetativas, em sua maioria associados a um distúrbio de ansiedade, não suscitando investigação ou tratamento específicos.
Um dos distúrbios psiquiátricos mais comumente associados à tontura é o Distúrbio do Pânico com ou sem Agorafobia. Sintomas somáticos, em especial a tontura, são a característica principal destas doenças.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tontura tem cura?

Já abordámos aqui a definição de tontura, quais as causas de tontura, os tipos de tontura e quais os sintomas associados.
Falamos agora sobre a questão que muitos paciente colocam ao seu médico “Doutor, labirintite tem cura?”.

Com esta frase colocam a sua dúvida se  há solução para a sua tontura, depois de realizarem diversos tratamentos sem sucesso ou por não saberem que existe tratamento para este sintoma.  
A noção de que a tontura não tem cura é errada, porque habitualmente está baseada no desconhecimento sobre a necessidade do diagnóstico médico e das possibilidades de tratamento das doenças que afetam o labirinto.
Tontura é um sintoma frequente na rotina clínica da otorrinolaringologia e de outras especialidades médicas e áreas afins. O acometimento do sistema vestibular, principal estrutura do sistema nervoso periférico e central relacionada com o equilíbrio corporal, pode ser causado por diferentes problemas em outras partes do corpo humano.

O que se pode fazer pelos pacientes com tontura?

Uma história clínica cuidadosa é essencial. Com o relato  do paciente, o médico terá condições de suspeitar que os sintomas possam ser decorrentes de comprometimento do sistema vestibular.
É errado tratar sem diagnosticar. Antes de tratar o paciente com tontura, é necessário identificar e caracterizar o distúrbio do sistema vestibular. O paciente deve ser submetido a um estudo funcional do sistema vestibular  e auditivo, constituído pelo labirinto, nervo cocleovestibular, núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central. O diagnóstico baseado na história clínica e nos exames realizados possibilita dar detalhes ao paciente sobre a sua doença e o que se pode fazer para tentar reduzir ou erradicar os seus sintomas com um tratamento indicado para o seu caso.  
Os melhores resultados terapêuticos são obtidos com a combinação de:
  1. remoção ou controle da causa, quando identificada;
  2. medicação antivertiginosa;
  3. exercícios de reabilitação vestibular;
  4. eliminar erros alimentares e outros fatores agravantes.
A evolução do doente deve ser acompanhada por meio de reavaliações periódicas até que ele alcance o melhor resultado possível.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Medicamentos mais utilizados para tratar vertigem

Os medicamentos mais utilizados no tratamento sintomático da vertigem e outras tonturas, isolados ou em diferentes combinações, são, antagonistas de cálcio, cinarizina e flunarizina, agentes vasoativos, betaistina,pentoxifilina, antihistamínico, meclizina, ansiolítico, clonazepan, antieméticos, dimenidrinato  e domperidona.

Medicação no tratamento de vertigens

Não existem medicamentos específicos para cada doença vestibular; a escolha depende da experiência clínica do médico. Os medicamentos anti vertiginosos tratam essencialmente os sintomas, não a doença, mas contribuem para a evolução favorável do paciente. Muitos anti vertiginosos podem também ajudar na diminuição ou desaparecimento de náuseas, vómitos, zumbidos e de perdas auditivas.

Causas da vertigem

O corpo detecta a postura e controla o equilíbrio através de órgãos do equilíbrio localizados no ouvido interno. Esses órgãos possuem conexões nervosas com áreas específicas do cérebro. A vertigem pode ser causada por distúrbios do ouvido, dos nervos que conectam o ouvido ao cérebro ou do próprio cérebro. A vertigem pode estar relacionada a problemas visuais ou a alterações súbitas da pressão arterial. Muitas condições podem afectar o ouvido interno e causar vertigem.
Essas condições incluem infecções bacterianas ou virais, tumores, pressão anormal, inflamação de nervos ou substâncias tóxicas. A causa mais comum de vertigem é a doença do movimento, que pode ocorrer em qualquer indivíduo cujo ouvido interno é sensível a determinados movimentos, como o balanço (oscilação) ou as freadas e arrancadas abruptas. Esses indivíduos podem sentir-se particularmente tontos durante viagens de carro ou de barco. A doença de Meniere produz crises episódicas e abruptas de vertigem, juntamente com zumbidos nos ouvidos e surdez progressiva.
A duração dos episódios varia de alguns minutos até algumas horas e, frequentemente, eles são acompanhados por náusea e vomito intensos. A sua causa é desconhecida. As infecções virais que afectam o ouvido interno (labirintite) podem causar uma vertigem que normalmente manifesta-se subitamente e piora ao longo de algumas horas. Após alguns dias, a condição desaparece sem tratamento. O ouvido interno comunica-se com o cérebro através de nervos. Uma área situada na porção posterior do cérebro controla o equilíbrio. Quando a circulação sanguínea dessa área do cérebro é comprometida (distúrbio denominado insuficiência vertebrobasilar), o indivíduo pode apresentar vários sintomas neurológicos, inclusive a vertigem.
Geralmente, as cefaleias, a fala pastosa, a visão dupla, a fraqueza de um dos membros superiores ou inferiores e os movimentos descoordenados são sinais de que a vertigem é causada por um distúrbio neurológico cerebral em vez de um problema limitado ao ouvido. Esses distúrbios cerebrais incluem a esclerose múltipla, as fracturas cranianas, as crises convulsivas, as infecções e os tumores (especialmente aqueles localizados na base do cérebro ou em suas proximidades). Como a capacidade do corpo de manter o equilíbrio está relacionada a indicações visuais, um defeito da visão, especialmente a visão dupla, pode acarretar perda de equilíbrio.
Os indivíduos idosos ou aqueles que utilizam medicamentos para doenças cardíacas ou para a hipertensão arterial podem apresentar tontura ou desmaiar quando ficam em pé abruptamente. Esse tipo de tontura é decorrente de uma queda breve da pressão arterial (hipotensão ortostática) , comummente dura apenas alguns segundos e, algumas vezes, pode ser evitado com o indivíduo levantando-se lentamente ou com a utilização de meias compressivas.

sábado, 25 de junho de 2011

Tontura é doença?

Tontura não é doença, e sim um sintoma que pode surgir em numerosas doenças. Tontura é uma sinal de alerta, de alarme de que algo não está bem no organismo.

Depois de dor de cabeça, tontura parece ser o sintoma a mais comum em consultórios médicos. Estima-se que cerca de 42% dos adultos queixam-se de tontura em alguma época de suas vidas.

Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. O sexo feminino parece ser o mais acometido.

As tonturas podem afectar de diferentes modos a qualidade de vida.

Podem ser leves, moderadas ou intensas, esporádicas, frequentes ou constantes e, além da desconfortável sensação de perturbação do equilíbrio corporal, podem vir acompanhadas de prejuízo da memória, dificuldade para entender, fadiga física e mental, dificuldade para ler e escrever.

A insegurança física gera insegurança psíquica, o que pode ocasionar ansiedade, depressão e pânico.

domingo, 12 de junho de 2011

Doenças que podem provocar tontura, vertigem

Existem diversas doenças que motivam desequilíbrio, nomeadamente:

A – Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): trata-se de uma rápida e intensa sensação de vertigem que ocorre por causa de uma mudança específica na posição da cabeça. Um indivíduo pode apresentar VPPB quando vira a cabeça para a esquerda ou direita logo após se levantar da cama pela manhã, ou quando levanta a cabeça para cima à procura de um objecto que esteja numa prateleira mais alta. A causa da VPPB não é conhecida, embora possa ser causada por uma infecção de ouvido, traumatismo na cabeça, ou envelhecimento.

B – Labirintite: trata-se de uma doença causada por uma infecção ou inflamação do labirinto (estrutura situada no ouvido interno), que causa tonturas, vertigens e desequilíbrio.
Agora podemos compreender melhor que a Labirintite é apenas uma das várias doenças que também podem causar sintomas de desequilíbrio.

C – Doença de Ménière: trata-se de uma doença que se caracteriza por apresentar episódios de vertigens, reduções temporárias da audição, zumbidos e sensação de pressão nos ouvidos. As causas desta doença ainda são desconhecidas.

D – Neurite vestibular: trata-se de uma infecção do nervo vestibular, geralmente de origem viral.

E – Fístula perilimfática: trata-se de uma comunicação anormal entre o ouvido interno e o ouvido médio, com extravasamento de fluidos. Geralmente ocorre por causa de traumatismos cranianos ou actividades físicas extremas.

F – Causas neurológicas: tumores cerebrais, infecções, doenças desmielinizantes (são doenças que ocasionam processo inflamatório da mielina, uma substância que faz o revestimento dos nervos), isquemias ou derrames cerebrais, doenças degenerativas ou hereditárias, tipos específicos de enxaqueca, insuficiência vértebro-basilar (má circulação cerebral), dentre outras. As causas neurológicas são menos frequentes do que as demais causas.

G – Outras causas: elevações da pressão arterial, uso de determinados tipos de medicações, alguns problemas visuais e infecções do ouvido.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Medidas para controlar a Tontura e Vertigem

Existem algumas medidas que poderão ser úteis no tratamento da vertigem e sintomas associados. Se não houver contra-indicações de ordem médica ou impedimentos de natureza física, algumas recomendações gerais ao paciente podem ser úteis:
- Coma bem pela manhã, menos no almoço e bem menos à noite e evite ficar mais do que três horas durante o dia sem ingerir alimento; 
- Mantenha o peso próximo do ideal, pois um aumento de peso pode modificar o centro de gravidade e dificultar a manutenção do equilíbrio corporal;
- Evite o uso de carboidratos de absorção rápida (açúcares refinados). Se for necessário, utilize adoçantes como a sucralose e alimentos dietéticos. O açúcar natural das frutas é de absorção lenta e não prejudica a função labiríntica;
- Não abuse de massas e comidas gordurosas;
- Coma devagar, mastigando bem os alimentos; 
- Evite bebidas alcoólicas; 
- Reduza substancialmente ou elimine o fumo;
- Evite mais do que três xícaras de café ou chá preto ao dia; 
- Beba quatro a seis copos de água por dia; 
- Nunca tome medicamentos sem orientação médica;
- Evite antiinflamatórios não-hormonais, diuréticos e moderadores de apetite, sempre que for possível;
- Procure evitar situações de stress emocional, ansiedade e fadiga excessiva; 
- Evite o repouso excessivo;
- Procure andar trinta a quarenta minutos por dia ou praticar regularmente exercícios físicos, excluindo os de alto impacto físico (consultar o médico antes de iniciar um programa de exercícios).

terça-feira, 24 de maio de 2011

Artigos relativos a tontura e vertigem

Pode encontrar no BLOG diversos artigos acerca das tontura e vertigens Tratam-se de artigos publicados em diversos locais e que aqui concentramos. Nestes artigos sempre fica referida a fonte, quando não se tratam de artigos originais. Deixamos aqui o índice dos artigos publicados no BLOG. Iremos adicionando sempre novos artigos que possam contribuir para um maior conhecimento acerca desta temática:

Tonturas

Pode encontrar no BLOG muita informação útil sobre a temática das tonturas. Deixamos aqui o índice de artigos genéricos relativos à definição, causas, modos de classificar e de diagnosticar, bem como prevenir as tonturas, para além de muita informação que irá ser anexada ao longo do tempo:

Tonturas e Labirinto

pelo Dr. José Geraldo Pavan

Tontura é um dos sintomas mais frequentes na população

Segundo estatísticas americanas, é o sintoma mais comum em pessoas acima de 60 anos. Nessa faixa etária, é o principal sintoma que leva a maioria das pessoas a visitar um médico.

Anatomia do Ouvido

• ouvido humano se divide em 3 partes: externo, médio e interno.
• ouvido interno divide-se em 2 partes:
Cóclea, um dos órgãos responsável pela audição
Labirinto, um dos órgãos responsável pelo equilíbrio.
• labirinto é formado por 3 canais semicirculares (lateral, superior e inferior) e 2 bolsas (sáculo e utrículo), preenchidos por líquidos em seus interiores (endolinfa e perilinfa). Sua função é que informar ao cérebro as mudanças de posição da cabeça.

Controle do Equilíbrio

Os olhos e uma série de receptores situados em todo o corpo, principalmente no pescoço e nas pernas, ajudam o labirinto na tarefa de cuidar do equilíbrio. As informações provenientes destes órgãos chegam a certas partes do cérebro, onde são processadas e integradas. Alterações em quaisquer destas estruturas pode afectar o equilíbrio.
Os sintomas decorrentes da falta de equilíbrio são as tonturas ou vertigens, seguidos geralmente de náuseas e vómitos, que podem ser leves, durando apenas alguns segundos, ou podem ser muito severos, resultando em incapacidade completa.
Como o labirinto está interligado com o sistema nervoso, alguns sintomas podem parecer problemas da visão, dos músculos, do pensamento, da memória, etc.
Pessoas com problemas do labirinto tem com frequência: dores de cabeça, no pescoço e na nuca, aumento de sensibilidade à luz e ao ruído, irritabilidade, ansiedade e depressão. Podem ainda apresentar sensação de cansaço, diminuição da força muscular e de concentração. Dificuldade de leitura e na fala também podem estar presentes.
Uma vez que o labirinto faz parte do ouvido, uma série de doenças afectam o equilíbrio e a audição simultâneamente. Assim, além das vertigens, as pessoas podem apresentar zumbido e perda auditiva.

Causas mais comuns

• Trauma de cabeça e pescoço
• Infecções de ouvido
• Viroses em geral
• Uso de drogas ototóxicas
• Diminuição de irrigação sanguínea no ouvido interno (principalmente em doenças metabólicas como o diabetes)
• Diminuição ou aumento de pressão arterial
• Doenças da coluna cervical ou dos músculos, principalmente da mastigação
• Doenças neurológicas
• Doenças do ouvido interno (Otosclerose coclear, Doença de Ménière, etc.)
• Distúrbios emocionais

Pacientes com tonturas ou vertigens devem ser avaliados por um otorrinolaringologista, que fará completo exame clínico. Exames laboratoriais podem ser necessários, tais como: testes de audição e de equilíbrio, exames de sangue e radiografias, etc.
Estabelecida a causa, o que na maioria das vezes é possível, passa-se ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.
Pode-se ainda precisar da ajuda de outros profissionais da saúde, tais como médicos especialistas em outras áreas (neurologistas, ortopedistas, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras, etc.), psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, etc.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Neurite vestibular - Vertigem

Neuronite vestibular pode ser uma ataque único de vertigem, uma série de ataques, ou uma condição persistente que diminui em duas semanas. Pode estar associada a náusea, vomito e infecções anteriores do trato respiratório superior. Pode também estar associada a nistagmo. É causada pela inflamação do nervo vestibular, o nervo que conecta o ouvido interno ao cérebro.
Diagnóstico

Sinais da neurite vestibular incluem nistagmo espontâneo e instabilidade. Se os sintomas persistirem por mais de um mês, recorrerem periodicamente ou evoluírem com o tempo, exames podem ser propostos.
Nesta situação, praticamente todos pacientes serão solicitados para realizarem um audiograma e uma eletronistagmografia (ENG). Um audiograma é um exame de audição necessário para distinguir entre neurite vestibular e outrs possíveis causas como doença de Ménière e migrânea.
O exame de eletronistagmografia (ENG) é essencial para documentar as respostas reduzidas características ao movimento de um ouvido.
Causas
Acredita-se que a neuronite vestibular é causada por uma infecção viral do nervo vestibular que vai do ouvido interno até o tronco cerebral. Não se sabe qual vírus causa este problema, de fato diversos vírus podem ser capazes de infectar o nervo vestibular. Alguns pacientes irão relatar uma infecção respiratória superior (refriado) ou gripe prévios ao início dos sintomas da neuronite vestibular, outros não terão sintomas virais prévios aos ataques de vertigem.
Uma isquemia localizada aguda pode também ser uma das causas da doença. Assim como desordens do sistema nervoso, como a Esclerose Múltipla.
Sintomas

O principal sintoma da neuronite vestibular é a vertigem, que aparece subitamente, frequentemente acompanhada de náusea e vómitos. A vertigem geralmente dura por diversos dias ou semanas. Em casos raros, ela pode levar meses para desaparecer completamente. A neuronite vestibular não causa a perda auditiva.

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é uma condição benigna causada por problemas no ouvido interno. Seus sintomas são episódios repetidos de vertigem posicional, ou seja, uma sensação rotatória causada por mudanças na posição da cabeça. A vertigem e os demais sintomas da VPPB são atribuídos ao deslocamento anormal das partículas de otólitos provenientes da mácula do utrículo, que excitam a ampola de um ou mais canais semicirculares, transformando-os em órgãos sensíveis à gravidade. Esta disfunção ocorre de forma idiopática em muitos pacientes, mas pode ser secundária ao envelhecimento do sistema vestibular, ao traumatismo da orelha interna, a doenças otológicas, à labirintite, à neurite vestibular, à insuficiência circulatória na distribuição da artéria vestibular anterior, ao uso de medicamentos ototóxicos, à hidropisia endolinfática, à migrânea, entre outras causas. A vertigem posicional benigna é uma das formas mais comuns de vertigem e é tratada através de manobras de reposição dos otólitos do ouvido interno.
Epidemiologia

Existem poucas pesquisas sobre a frequência da vertigem posicional benigna. Um motivo para isso é a alta taxa de remissão espontânea da vertigem antes mesmo da consulta ao médico.
Existem dados que indicam há 64 novos doentes por 100.000 habitantes por ano, e 160.000 novos doentes por ano nos Estados Unidos. Os últimos dados estimam que na Alemanha a vertigem posicional benigna corresponde a cerca de 1/3 das formas de vertigem que levam a uma disfunção do ouvido interno.
Sinais e sintomas

Os sintomas primários são vertigem e nistagmo de origem súbita que ocorrem exclusivamente com o movimento da cabeça na direcção da orelha afectada.
Os pacientes geralmente descrevem sua primeira experiência ocorrendo enquanto giram a cabeça na cama. A duração da vertigem é geralmente de 5 a 30 segundos, podendo estar frequentemente associada com náusea.
O teste de Dix-Hallpike é usado para identificar a vertigem posicional paroxística benigna.
Tratamento

A VPPB pode ser tratada através de manobras de reposicionamento dos otólitos do ouvido interno (manobra de Epley). Além dessa manobra existem outras manobras que podem ser realizadas pelo paciente em casa. Elas devem, no entanto, ser realizadas somente com a confirmação do diagnóstico através de um médico. Somente um médico pode diferenciar as causas de vertigem.
Prognóstico

A vertigem posicional benigna é uma doença benigna, mas pode ser extremamente desagradável. No entanto, ela desaparece mesmo sem tratamento na maioria das vezes em dias e semanas, mas em alguns pacientes pode durar mais, de meses até anos. Por esse motivo e devido ao sofrimento do paciente, uma terapia deve ser em todos casos oferecida, não devendo ser aguardada a remissão espontânea.
A vertigem posicional benigna acontece novamente em 30-50% dos pacientes não tratados em 2 anos. Através de métodos especiais o paciente pode em sua própria casa realizar manobras para tratar as recidivas da doença.

sábado, 21 de maio de 2011

Vertigem aguda

A vertigem aguda é usualmente resultante de uma disfunção do nervo vestibular ou do sistema labiríntico periférico. Como ocorre uma compensação na fase aguda, os sintomas de tontura são reduzidos drasticamente e o nistagmo é observado somente quando a fixação visual é eliminada. Esta compensação aguda ocorre pela influência do cerebelo, ao nível dos núcleos vestibulares, localizados no tronco encefálico. Entretanto, a instabilidade postural persiste, porque o sistema inibido é incapaz de resposta efectiva aos estímulos vestibulares produzidos por movimentos normais da cabeça. Constantemente verifica-se, na prática diária, uma recuperação sintomática importante, frente à vertigem intensa. Por outro lado, a vertigem induzida por movimentos da cabeça (decúbito-dependente) permanece até que uma compensação cronica seja alcançada.

Formas de controlar tontura

Para que possa controlar as tonturas deverá ter alguns aspectos em consideração, nomeadamente:
- Alimentar-se adequadamente. É frequente o tipo de alimentação ser sobrecarregado de alimentos, que, em excesso, podem atrapalhar a manutenção do equilíbrio (sintoma da tontura).
- Não permanecer períodos prolongados em jejum.
- Praticar actividades físicas regulares, adequadas ao corpo e à idade de cada pessoa.
- Evitar substâncias como cafeína, álcool, e fumo, pois são factores de risco que agravam a tontura.
- Aprender a lidar melhor com os problemas da vida diária, administrando as situações que podem causar intranquilidade e desequilíbrio. 

Vertigem ou tontura é doença?

A tontura e/ou vertigem é um sintoma, e não uma doença. Assim, quando tais sintomas ocorrem torna-se necessário determinar qual a causa, ou as causas, para escolher o melhor tratamento para eliminar ou atenuar as tonturas e sintomas associados. Com um tratamento adequado, um grande de pacientes obtém melhoras expressivas ou cura de seus distúrbios labirínticos. Os tratamentos podes ser medicamentosos, manobras de reposicionamento otolítico, reabilitação vestibular, dieta alimentar e/ou alterações de alguns hábitos, dependendo da causa. Muitos pacientes continuam com a tontura devido a um diagnóstico incorrecto ou a um tratamento inadequado. Assim torna-se fundamental recorrer a um bom especialista, que o possa ajudar a resolver o seu problema.

"Tontura na cabeça" - tontura associada a dor de cabeça

Dor de cabeça acompanhada com tontura é uma condição muito comum em termos médicos. A combinação de dor de cabeça e tonturas, pode determinar o tipo de  diagnóstico. 
Assim torna-se muito importante que você possa referir ao seu médico se os sintomas de dores de cabeça e tonturas são independentes ou interdependentes. Em muitos casos, a associação destes 2 factores poder ser relacionado com enxaqueca também. Por isso, é necessário identificar muito bem os sintomas para determinar o problema.

Tonturas associadas a dor de cabeça pode ter origem em muitos factores. Imaginemos que por exemplo pratica diariamente uma actividade física. Por vezes pode acontecer que você esteja fazendo a coisa certa na hora errada. Se praticar o seu exercício físico  na hora de maior calor ou num espaço muito aquecido, você poderá ter dificuldade em respirar e vai certamente sentir tonturas, juntamente com dor de cabeça. Isso pode levar até a total exaustão e insolação.

Em tal situação, a cura para a sua dor de cabeça associada a tonturas, poderá passar apenas por um bom repouso.

Como conclusão poderemos afirmar que torna-se necessário identificar se os sintomas de dor de cabeça e tontura estão realmente relacionados, para que possa fazer uma avaliação correcta do tipo de problema.

Se as dores de cabeça associadas a tonturas aparecem de modo continuado deverá consultar o seu médico para identificar o problema e poder fazer um tratamento adequado.

Tipos de tontura

De um modo genérico podermos dizer que existem 4 tipos de tontura, sendo que, cada tipologia poderá ter um significado diferente, quando é feito um diagnóstico conducente a um tratamento.

A tontura que causa vertigens, em que roda a cabeça ou os objetos que estão à nossa volta, podendo originar movimentos involuntários dos olhos, podendo ser de origem central ou periférica.
A tontura de origem periférica representa na maioria das vezes uma doença benigna chamada de Vertigem Postural Paroxística Benigna, e que pode ser completamente curada ou muito melhorada, sem necessidade de medicamentos. Ainda se enquadram aqui as doenças como a síndrome de Meniere e a Labirintite, que são registadas em número muito menor.

As vertigens de origem central são mais graves, e na maioria das vezes estão relacionadas com tumores, derrames ou inflamações no cérebro.

A tontura do tipo pré-síncope, em que se sente um escurecimento na visão ou sensação de desmaio, normalmente tem como causa as doenças cardíacas ou causas não cardíacas. Entre as principais causas cardíacas de tontura existem as arritmias cardíacas e a estenose aórtica, que é um defeito na válvula aórtica do coração. Entre as causas não cardíacas principais estão a queda de tensão por mudança de postura (hipotensão postural) e o uso de alguns tipos de medicamentos.

Outro tipo de tontura é a que causa desequilíbrio, e sua principal causa são doenças do cerebelo. Além delas, derrames e doenças dos nervos periféricos (neuropatias periféricas) originam com frequência este tipo de tontura.

Na avaliação da tontura, há que ter em conta que existem tonturas diferentes destas, ou que se manifestam de formas diferentes, e que se apresentam em transtornos psiquiátricos como ansiedades, fobias e hiperventilação.

Também, é de fundamental importância na avaliação de tonturas, associar diversos factores, com problemas de coluna, audição, visão e outras causas, até algumas ortopédicas.

Assim existe necessidade de a tontura ser bem diagnosticada, para que possa haver um tratamento adequado, de modo a evitar problemas maiores no futuro, como uma tontura cronica ou a inviabilizar efeitos nocivos de medicamentos.

Ninguém melhor que o seu médico para fazer um diagnóstico preciso e um tratamento adequado ao seu caso de tontura. Converse com o seu médico, e todos os benefícios dessa conversa franca resultarão numa solução a seu favor.