A Tontura é um sintoma resultante da perturbação do equilíbrio corporal que pode ocorrer em diferentes tipo de doenças, podendo interferir de diversas formas nas actividades diárias e na qualidade de vida de cada individuo. As tonturas podem ser leves, moderadas ou intensas. Podem ser esporádicas, frequentes ou constantes. Existem diversos tipos de tontura nomeadamente atordoamento, sensação de cabeça leve, sensação de queda iminente, instabilidade, sensação de flutuação, sensação de rotação no meio ambiente, desvio à marcha, desequilíbrio, desorientação espacial entre outros.
Espaço destinado a informação relativa a tontura e vertigem, identificando causas, sintomas e diagnóstico para tratamento das tonturas e vertigens, assim como das dores de cabeça.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Tontura causada por distúrbios vestibulares
A tontura cria desequilibro.
O corpo mantém o equilíbrio com a informação sensorial de três sistemas:
- Visão;
- Propriocepção (sensores de toque nos pés, tronco e coluna vertebral);
- Sistema vestibular (ouvido interno).
As entradas sensoriais a partir destes três sistemas são integradas e processadas pelo tronco cerebral. Em resposta, mensagens de feedback são enviadas para os olhos, de modo a ajudar a manter a visão estável e ajudando os músculos a manter a postura e o equilíbrio.
Um sistema vestibular saudável fornece as informações mais confiáveis sobre a orientação espacial. Sinais mistos de visão ou propriocepção geralmente podem ser tolerados.
Quando sentado num carro, num cruzamento da estrada com um caminho de ferro, ao ver um trem que passa, pode motivar a sensação de deriva ou de estar em movimento. No entanto, compensar alterações do sistema vestibular é mais problemático. Assim como um juiz de tribunal decide a favor entre dois lados que apresentam evidências concorrentes, o sistema vestibular serve como critério de desempate entre as formas conflituantes de informação sensorial. Quando existe mau funcionamento do sistema vestibular, este já não pode ajudar a resolver os momentos de conflito sensorial, resultando em sintomas tais como tonturas, vertigens e desequilíbrio.
sábado, 30 de agosto de 2014
As causas de tontura
Tonturas, vertigens e desequilíbrio são sintomas comuns relatados por adultos durante as consultas médicas.
Estes, são todos sintomas que podem resultar de uma disfunção vestibular periférica (disfunção dos órgãos de equilíbrio do ouvido interno) ou disfunção vestibular central (uma disfunção de uma ou mais partes do sistema nervoso central que ajudam a equilibrar o processo e informação espacial). Embora estes três sintomas possam ser ligados por uma causa comum, eles têm significados diferentes, e descrevê-los com precisão pode significar a diferença entre um diagnóstico bem sucedido e um mau diagnóstico. Tontura é a sensação de tontura, desmaio, ou instabilidade. Ao contrário de tontura, vertigem tem uma componente giratória rotacional, e a percepção do movimento, seja da própria pessoa ou dos objetos ao seu redor.
Desequilíbrio simplesmente significa instabilidade, desequilíbrio ou perda de equilíbrio, que é muitas vezes acompanhado de desorientação espacial.
Quase todas as pessoas experimentam alguns segundos de desorientação espacial, em algum ponto da sua vida, por exemplo, quando uma pessoa assiste a um filme em 3-D no cinema e momentaneamente percebe uma ilusão de movimento ou uma queda. No entanto, episódios frequentes de vertigem (desde duração de apenas alguns segundos ou dias a fio) são um sinal primário de uma disfunção vestibular, principalmente quando associada a mudanças na posição da cabeça. Por contraste, tonturas podem ser um sinal primário de uma desordem vestibular, além de uma vasta gama de doenças cardiovasculares, neurológicas, metabólicas, de visão e problemas psicológicos. É também bastante possível que uma pessoa possa ter uma combinação de problemas, tais como uma doença degenerativa vestibular, juntamente com uma deficiência visual, tais como cataratas ou uma desordem neurológica, tal como um acidente vascular cerebral.
Devido às muitas possibilidades de causas possíveis de tontura, a obtenção de um diagnóstico correto pode ser uma experiência longa e frustrante.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Diagnóstico e tratamento de tonturas
Seu médico irá pedir-lhe para descrever as suas tonturas e como elas ocorrem, do modo mais detalhado possível. Ele vai querer saber se existem outros sintomas ou problemas médicos que você possa ter. Seu médico pode tentar provocar a tontura, pedindo-lhe para repetir ações ou movimentos que causem tontura.
Se uma doença for supostamente a causa, seu médico irá examinar seus ouvidos, olhos e sistema nervoso.
Você pode ser sujeito a uma tomografia computadorizada (radiografias computadorizadas) do cérebro para procurar evidências de alguns possíveis problemas, como tumores ou derrames.
O tratamento depende da causa da sua tontura. Seu médico vai querer tratar a causa subjacente. Por exemplo, se você tem a doença de Ménière, o seu médico pode recomendar uma dieta com pouco sal.
Seu médico pode prescrever antibióticos se suspeitar que você tem uma infeção.
Se nenhuma causa for encontrada para as suas tonturas, seu médico pode prescrever medicamentos para o mecanismo de equilíbrio em seu ouvido interno. Estes medicamentos são geralmente anti-histamínicos, como por exemplo, as drogas que você pode tomar para enjôo.
Para leve tontura que não dura mais do que alguns dias, o seu médico pode sugerir que você caminhe tanto quanto possível, para permitir que o seu corpo e os seus sentidos possam compensar a perda de equilíbrio em seu ouvido interno.
Dependendo da causa, tonturas leves duram geralmente de 1 a 2 semanas, podendo ser momentânea. Tonturas mais graves podem durar entre 4 a 6 semanas.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Conhecendo a tontura
"Tontura" é um termo frequentemente usado para descrever sintomas diferentes. Pode ser uma sensação de instabilidade ou sensação de tonto. Ela também pode ser uma sensação de fiação. Vertigo é o termo que os especialistas usam para definir o que você sente a longo prazo, nomeadamente sensação de que você está girando ou a sala está girando. É importante para você explicar para o seu médico o que você quer dizer com tonturas.
Tontura não é uma doença. É um sintoma. Na maioria das vezes ela é leve e temporária e uma causa de algo que não se consegue descobrir.
Sensação de tontura ou vertigem pode ser causada por uma infecção ou doença do ouvido interno. Por exemplo, uma possível causa é labirintite, que é uma inflamação do ouvido interno. Doença de Ménière e vertigem posicional benigna são outros problemas no ouvido interno que podem provocar tonturas.
A tontura pode ser causada por cansaço, estresse, febre, nível baixo de açúcar no sangue, anemia, lesão na cabeça, problemas cardíacos ou circulatórios, ou acidente vascular cerebral. A tontura também pode ser causada por alguns medicamentos.
As pessoas mais velhas que têm aterosclerose (endurecimento das artérias) ou osteoartrite das articulações do pescoço (que pode causar pressão sobre os nervos e vasos sanguíneos), podem sentir vertigens quando de repente movem a cabeça ou olham para cima. Tonturas ocorrem mais frequentemente em idosos do que em outras faixas etárias, mas não é necessariamente causada por doença.
Alguns problemas psicológicos podem causar tontura. Exemplos de tais problemas são depressão, agorafobia (medo de espaços abertos) e hiperventilação (respiração rápida e superficial que pode acontecer quando você está se sentindo ansioso).
Causas raras de tontura incluem tumores ou infecções no cérebro, ou a esclerose múltipla.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Tontura associada a distúrbio do pânico e agorafobia
Já abordámos aqui a definição de tontura, quais as causas de tontura, os tipos de tontura e quais os sintomas associados.
Tontura é uma das queixas mais frequentes no consultório médico tanto primário quanto especializado e continua a representar um desafio ao raciocínio clínico.
Pode ser causada por mais de duas mil condições primárias ou secundárias, agrupadas em mais de três centenas de síndromes. Nos Estados Unidos, a queixa de tontura é responsável por mais de 8 milhões de consultas ambulatoriais por ano. Sua investigação diagnóstica é dispendiosa, custando em média, segundo um estudo americano, US$2.532 até o diagnóstico, e grande parte das vezes ainda resulta inconclusiva. Dessa forma, busca-se atualmente uma abordagem criteriosa e interdisciplinar da tontura, de modo a intervir de forma mais abrangente e direta nos fatores causais e predisponentes identificados.
Sob a insígnia de tontura encontra-se uma miríade de queixas que passam desde o sintoma de vertigem (caracterizado por tontura de caráter rotatório) até a sensação de desequilíbrio, instabilidade, cabeça leve ou mesmo de “quase-desmaio”.
Muitos dos pacientes que se apresentam com tontura sem causa orgânica aparente, portanto considerados como portadores de tontura idiopática, podem ter um distúrbio psiquiátrico.4 Além disso, mesmo a tontura de causa orgânica pode desencadear ou exacerbar alterações psiquiátricas “latentes”.
A associação entre tontura e doenças psiquiátricas já é bastante reconhecida mas ainda pouco estudada, em grande parte pela falta de uma abordagem multidisciplinar verdadeiramente integrada destes pacientes. Como é de praxe no raciocínio clínico, a associação com doenças psiquiátricas é tratada como um diagnóstico de exclusão, isto é, para os casos de tontura sem alterações orgânicas detectáveis ao exame físico e otoneurológico. Estes pacientes acabam sendo taxados como portadores de tontura “de origem psiquiátrica” e referidos ao especialista, que assume a responsabilidade do tratamento, muitas vezes sem um retorno ao médico de origem.
Por outro lado, os sintomas labirínticos nos pacientes psiquiátricos são muitas vezes tratados como manifestações psicossomáticas ou neurovegetativas, em sua maioria associados a um distúrbio de ansiedade, não suscitando investigação ou tratamento específicos.
Um dos distúrbios psiquiátricos mais comumente associados à tontura é o Distúrbio do Pânico com ou sem Agorafobia. Sintomas somáticos, em especial a tontura, são a característica principal destas doenças.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Tontura tem cura?
Já abordámos aqui a definição de tontura, quais as causas de tontura, os tipos de tontura e quais os sintomas associados.
Falamos agora sobre a questão que muitos paciente colocam ao seu médico “Doutor, labirintite tem cura?”.
Com esta frase colocam a sua dúvida se há solução para a sua tontura, depois de realizarem diversos tratamentos sem sucesso ou por não saberem que existe tratamento para este sintoma.
A noção de que a tontura não tem cura é errada, porque habitualmente está baseada no desconhecimento sobre a necessidade do diagnóstico médico e das possibilidades de tratamento das doenças que afetam o labirinto.
Tontura é um sintoma frequente na rotina clínica da otorrinolaringologia e de outras especialidades médicas e áreas afins. O acometimento do sistema vestibular, principal estrutura do sistema nervoso periférico e central relacionada com o equilíbrio corporal, pode ser causado por diferentes problemas em outras partes do corpo humano.
O que se pode fazer pelos pacientes com tontura?
Uma história clínica cuidadosa é essencial. Com o relato do paciente, o médico terá condições de suspeitar que os sintomas possam ser decorrentes de comprometimento do sistema vestibular.
É errado tratar sem diagnosticar. Antes de tratar o paciente com tontura, é necessário identificar e caracterizar o distúrbio do sistema vestibular. O paciente deve ser submetido a um estudo funcional do sistema vestibular e auditivo, constituído pelo labirinto, nervo cocleovestibular, núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central. O diagnóstico baseado na história clínica e nos exames realizados possibilita dar detalhes ao paciente sobre a sua doença e o que se pode fazer para tentar reduzir ou erradicar os seus sintomas com um tratamento indicado para o seu caso.
Os melhores resultados terapêuticos são obtidos com a combinação de:
- remoção ou controle da causa, quando identificada;
- medicação antivertiginosa;
- exercícios de reabilitação vestibular;
- eliminar erros alimentares e outros fatores agravantes.
A evolução do doente deve ser acompanhada por meio de reavaliações periódicas até que ele alcance o melhor resultado possível.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Medicamentos mais utilizados para tratar vertigem
Os medicamentos mais utilizados no tratamento sintomático da vertigem e outras tonturas, isolados ou em diferentes combinações, são, antagonistas de cálcio, cinarizina e flunarizina, agentes vasoativos, betaistina,pentoxifilina, antihistamínico, meclizina, ansiolítico, clonazepan, antieméticos, dimenidrinato e domperidona.
Medicação no tratamento de vertigens
Não existem medicamentos específicos para cada doença vestibular; a escolha depende da experiência clínica do médico. Os medicamentos anti vertiginosos tratam essencialmente os sintomas, não a doença, mas contribuem para a evolução favorável do paciente. Muitos anti vertiginosos podem também ajudar na diminuição ou desaparecimento de náuseas, vómitos, zumbidos e de perdas auditivas.
Causas da vertigem
O corpo detecta a postura e controla o equilíbrio através de órgãos do equilíbrio localizados no ouvido interno. Esses órgãos possuem conexões nervosas com áreas específicas do cérebro. A vertigem pode ser causada por distúrbios do ouvido, dos nervos que conectam o ouvido ao cérebro ou do próprio cérebro. A vertigem pode estar relacionada a problemas visuais ou a alterações súbitas da pressão arterial. Muitas condições podem afectar o ouvido interno e causar vertigem.
Essas condições incluem infecções bacterianas ou virais, tumores, pressão anormal, inflamação de nervos ou substâncias tóxicas. A causa mais comum de vertigem é a doença do movimento, que pode ocorrer em qualquer indivíduo cujo ouvido interno é sensível a determinados movimentos, como o balanço (oscilação) ou as freadas e arrancadas abruptas. Esses indivíduos podem sentir-se particularmente tontos durante viagens de carro ou de barco. A doença de Meniere produz crises episódicas e abruptas de vertigem, juntamente com zumbidos nos ouvidos e surdez progressiva.
A duração dos episódios varia de alguns minutos até algumas horas e, frequentemente, eles são acompanhados por náusea e vomito intensos. A sua causa é desconhecida. As infecções virais que afectam o ouvido interno (labirintite) podem causar uma vertigem que normalmente manifesta-se subitamente e piora ao longo de algumas horas. Após alguns dias, a condição desaparece sem tratamento. O ouvido interno comunica-se com o cérebro através de nervos. Uma área situada na porção posterior do cérebro controla o equilíbrio. Quando a circulação sanguínea dessa área do cérebro é comprometida (distúrbio denominado insuficiência vertebrobasilar), o indivíduo pode apresentar vários sintomas neurológicos, inclusive a vertigem.
Geralmente, as cefaleias, a fala pastosa, a visão dupla, a fraqueza de um dos membros superiores ou inferiores e os movimentos descoordenados são sinais de que a vertigem é causada por um distúrbio neurológico cerebral em vez de um problema limitado ao ouvido. Esses distúrbios cerebrais incluem a esclerose múltipla, as fracturas cranianas, as crises convulsivas, as infecções e os tumores (especialmente aqueles localizados na base do cérebro ou em suas proximidades). Como a capacidade do corpo de manter o equilíbrio está relacionada a indicações visuais, um defeito da visão, especialmente a visão dupla, pode acarretar perda de equilíbrio.
Os indivíduos idosos ou aqueles que utilizam medicamentos para doenças cardíacas ou para a hipertensão arterial podem apresentar tontura ou desmaiar quando ficam em pé abruptamente. Esse tipo de tontura é decorrente de uma queda breve da pressão arterial (hipotensão ortostática) , comummente dura apenas alguns segundos e, algumas vezes, pode ser evitado com o indivíduo levantando-se lentamente ou com a utilização de meias compressivas.
sábado, 25 de junho de 2011
Tontura é doença?
Tontura não é doença, e sim um sintoma que pode surgir em numerosas doenças. Tontura é uma sinal de alerta, de alarme de que algo não está bem no organismo.
Depois de dor de cabeça, tontura parece ser o sintoma a mais comum em consultórios médicos. Estima-se que cerca de 42% dos adultos queixam-se de tontura em alguma época de suas vidas.
Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. O sexo feminino parece ser o mais acometido.
As tonturas podem afectar de diferentes modos a qualidade de vida.
Podem ser leves, moderadas ou intensas, esporádicas, frequentes ou constantes e, além da desconfortável sensação de perturbação do equilíbrio corporal, podem vir acompanhadas de prejuízo da memória, dificuldade para entender, fadiga física e mental, dificuldade para ler e escrever.
A insegurança física gera insegurança psíquica, o que pode ocasionar ansiedade, depressão e pânico.
domingo, 12 de junho de 2011
Doenças que podem provocar tontura, vertigem
Existem diversas doenças que motivam desequilíbrio, nomeadamente:
A – Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): trata-se de uma rápida e intensa sensação de vertigem que ocorre por causa de uma mudança específica na posição da cabeça. Um indivíduo pode apresentar VPPB quando vira a cabeça para a esquerda ou direita logo após se levantar da cama pela manhã, ou quando levanta a cabeça para cima à procura de um objecto que esteja numa prateleira mais alta. A causa da VPPB não é conhecida, embora possa ser causada por uma infecção de ouvido, traumatismo na cabeça, ou envelhecimento.
B – Labirintite: trata-se de uma doença causada por uma infecção ou inflamação do labirinto (estrutura situada no ouvido interno), que causa tonturas, vertigens e desequilíbrio.
Agora podemos compreender melhor que a Labirintite é apenas uma das várias doenças que também podem causar sintomas de desequilíbrio.
C – Doença de Ménière: trata-se de uma doença que se caracteriza por apresentar episódios de vertigens, reduções temporárias da audição, zumbidos e sensação de pressão nos ouvidos. As causas desta doença ainda são desconhecidas.
D – Neurite vestibular: trata-se de uma infecção do nervo vestibular, geralmente de origem viral.
E – Fístula perilimfática: trata-se de uma comunicação anormal entre o ouvido interno e o ouvido médio, com extravasamento de fluidos. Geralmente ocorre por causa de traumatismos cranianos ou actividades físicas extremas.
F – Causas neurológicas: tumores cerebrais, infecções, doenças desmielinizantes (são doenças que ocasionam processo inflamatório da mielina, uma substância que faz o revestimento dos nervos), isquemias ou derrames cerebrais, doenças degenerativas ou hereditárias, tipos específicos de enxaqueca, insuficiência vértebro-basilar (má circulação cerebral), dentre outras. As causas neurológicas são menos frequentes do que as demais causas.
G – Outras causas: elevações da pressão arterial, uso de determinados tipos de medicações, alguns problemas visuais e infecções do ouvido.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Medidas para controlar a Tontura e Vertigem
Existem algumas medidas que poderão ser úteis no tratamento da vertigem e sintomas associados. Se não houver contra-indicações de ordem médica ou impedimentos de natureza física, algumas recomendações gerais ao paciente podem ser úteis:
- Coma bem pela manhã, menos no almoço e bem menos à noite e evite ficar mais do que três horas durante o dia sem ingerir alimento;
- Mantenha o peso próximo do ideal, pois um aumento de peso pode modificar o centro de gravidade e dificultar a manutenção do equilíbrio corporal;
- Evite o uso de carboidratos de absorção rápida (açúcares refinados). Se for necessário, utilize adoçantes como a sucralose e alimentos dietéticos. O açúcar natural das frutas é de absorção lenta e não prejudica a função labiríntica;
- Não abuse de massas e comidas gordurosas;
- Coma devagar, mastigando bem os alimentos;
- Evite bebidas alcoólicas;
- Reduza substancialmente ou elimine o fumo;
- Evite mais do que três xícaras de café ou chá preto ao dia;
- Beba quatro a seis copos de água por dia;
- Nunca tome medicamentos sem orientação médica;
- Evite antiinflamatórios não-hormonais, diuréticos e moderadores de apetite, sempre que for possível;
- Procure evitar situações de stress emocional, ansiedade e fadiga excessiva;
- Evite o repouso excessivo;
- Procure andar trinta a quarenta minutos por dia ou praticar regularmente exercícios físicos, excluindo os de alto impacto físico (consultar o médico antes de iniciar um programa de exercícios).
terça-feira, 24 de maio de 2011
Politica de Privacidade
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Artigos relativos a tontura e vertigem
Pode encontrar no BLOG diversos artigos acerca das tontura e vertigens Tratam-se de artigos publicados em diversos locais e que aqui concentramos. Nestes artigos sempre fica referida a fonte, quando não se tratam de artigos originais. Deixamos aqui o índice dos artigos publicados no BLOG. Iremos adicionando sempre novos artigos que possam contribuir para um maior conhecimento acerca desta temática:
Vertigens
Pode encontrar no BLOG muita informação útil sobre a temática das vertigens. Deixamos aqui o índice de artigos genéricos relativos à definição, causas, modos de classificar e de diagnosticar, bem como prevenir as vertigens, para além de muita informação que irá ser anexada ao longo do tempo:
- Causas da Vertigem
- Medicação no tratamento de vertigens
- Medicamentos mais utilizados para tratar vertigem
- O que é vertigem
- Diagnóstico da vertigens
- Sintomas das vertigens
- Caracteristicas da vertigem aguda
- Aspectos psicológicos das vertigens
- Vertigem aguda
- Vertigem posicional paroxistica benigna (VPPB)
- Neuronite vestibular - Vertigem
- Vertigem postural fóbica
Tonturas
Pode encontrar no BLOG muita informação útil sobre a temática das tonturas. Deixamos aqui o índice de artigos genéricos relativos à definição, causas, modos de classificar e de diagnosticar, bem como prevenir as tonturas, para além de muita informação que irá ser anexada ao longo do tempo:
- O que são tonturas
- Causas das tonturas
- Prevalência das tonturas
- Sintomas associados a tontura
- Impacto da tontura
- Avaliação das tonturas
- Tonturas - Transtornos do equilíbrio
- Tonturas na gravidez
- Tipos de tontura
- Tontura na cabeça- Tontura associada a dor de cabeça
- Formas de controlar tontura
- Tontura tem cura?
Tonturas e Labirinto
pelo Dr. José Geraldo Pavan
Tontura é um dos sintomas mais frequentes na população
Segundo estatísticas americanas, é o sintoma mais comum em pessoas acima de 60 anos. Nessa faixa etária, é o principal sintoma que leva a maioria das pessoas a visitar um médico.
Anatomia do Ouvido
• ouvido humano se divide em 3 partes: externo, médio e interno.
• ouvido interno divide-se em 2 partes:
Cóclea, um dos órgãos responsável pela audição
Labirinto, um dos órgãos responsável pelo equilíbrio.
• labirinto é formado por 3 canais semicirculares (lateral, superior e inferior) e 2 bolsas (sáculo e utrículo), preenchidos por líquidos em seus interiores (endolinfa e perilinfa). Sua função é que informar ao cérebro as mudanças de posição da cabeça.
• ouvido interno divide-se em 2 partes:
Cóclea, um dos órgãos responsável pela audição
Labirinto, um dos órgãos responsável pelo equilíbrio.
• labirinto é formado por 3 canais semicirculares (lateral, superior e inferior) e 2 bolsas (sáculo e utrículo), preenchidos por líquidos em seus interiores (endolinfa e perilinfa). Sua função é que informar ao cérebro as mudanças de posição da cabeça.
Controle do Equilíbrio
Os olhos e uma série de receptores situados em todo o corpo, principalmente no pescoço e nas pernas, ajudam o labirinto na tarefa de cuidar do equilíbrio. As informações provenientes destes órgãos chegam a certas partes do cérebro, onde são processadas e integradas. Alterações em quaisquer destas estruturas pode afectar o equilíbrio.
Os sintomas decorrentes da falta de equilíbrio são as tonturas ou vertigens, seguidos geralmente de náuseas e vómitos, que podem ser leves, durando apenas alguns segundos, ou podem ser muito severos, resultando em incapacidade completa.
Como o labirinto está interligado com o sistema nervoso, alguns sintomas podem parecer problemas da visão, dos músculos, do pensamento, da memória, etc.
Os sintomas decorrentes da falta de equilíbrio são as tonturas ou vertigens, seguidos geralmente de náuseas e vómitos, que podem ser leves, durando apenas alguns segundos, ou podem ser muito severos, resultando em incapacidade completa.
Como o labirinto está interligado com o sistema nervoso, alguns sintomas podem parecer problemas da visão, dos músculos, do pensamento, da memória, etc.
Pessoas com problemas do labirinto tem com frequência: dores de cabeça, no pescoço e na nuca, aumento de sensibilidade à luz e ao ruído, irritabilidade, ansiedade e depressão. Podem ainda apresentar sensação de cansaço, diminuição da força muscular e de concentração. Dificuldade de leitura e na fala também podem estar presentes.
Uma vez que o labirinto faz parte do ouvido, uma série de doenças afectam o equilíbrio e a audição simultâneamente. Assim, além das vertigens, as pessoas podem apresentar zumbido e perda auditiva.
Uma vez que o labirinto faz parte do ouvido, uma série de doenças afectam o equilíbrio e a audição simultâneamente. Assim, além das vertigens, as pessoas podem apresentar zumbido e perda auditiva.
Causas mais comuns
• Trauma de cabeça e pescoço
• Infecções de ouvido
• Viroses em geral
• Uso de drogas ototóxicas
• Diminuição de irrigação sanguínea no ouvido interno (principalmente em doenças metabólicas como o diabetes)
• Diminuição ou aumento de pressão arterial
• Doenças da coluna cervical ou dos músculos, principalmente da mastigação
• Doenças neurológicas
• Doenças do ouvido interno (Otosclerose coclear, Doença de Ménière, etc.)
• Distúrbios emocionais
• Infecções de ouvido
• Viroses em geral
• Uso de drogas ototóxicas
• Diminuição de irrigação sanguínea no ouvido interno (principalmente em doenças metabólicas como o diabetes)
• Diminuição ou aumento de pressão arterial
• Doenças da coluna cervical ou dos músculos, principalmente da mastigação
• Doenças neurológicas
• Doenças do ouvido interno (Otosclerose coclear, Doença de Ménière, etc.)
• Distúrbios emocionais
Pacientes com tonturas ou vertigens devem ser avaliados por um otorrinolaringologista, que fará completo exame clínico. Exames laboratoriais podem ser necessários, tais como: testes de audição e de equilíbrio, exames de sangue e radiografias, etc.
Estabelecida a causa, o que na maioria das vezes é possível, passa-se ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.
Pode-se ainda precisar da ajuda de outros profissionais da saúde, tais como médicos especialistas em outras áreas (neurologistas, ortopedistas, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras, etc.), psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, etc.
Estabelecida a causa, o que na maioria das vezes é possível, passa-se ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.
Pode-se ainda precisar da ajuda de outros profissionais da saúde, tais como médicos especialistas em outras áreas (neurologistas, ortopedistas, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras, etc.), psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, etc.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Vertigem Posrtural fóbica
A vertigem postural fóbica (VPF), é síndrome somatoforme caracterizada por desequilíbrio subjectivo e ataques breves de vertigem em situações específicas. Em período de 18 meses, a VPF foi observada em 41 pacientes, de 251 atendidos. Vinte e seis apresentavam VPF primária; em 65% havia distúrbios de ansiedade ou depressão, e 15 pacientes tiveram diagnóstico de VPF secundária. O exame neurológico e a avaliação complementar foram normais na maioria dos casos. Observou-se resposta favorável ao tratamento (antidepressivos, benzodiazepínicos, psicoterapia e/ou orientações) em 62% dos pacientes, sem diferença entre os grupos de VPF primária e VPF secundária. Apesar da alta prevalência, a VPF é subdiagnosticada. Entretanto, seu reconhecimento é importante para o tratamento adequado, evitando recorrência e incapacitação.
A vertigem postural fóbica (VPF) caracteriza-se por uma combinação de sintomas subjectivos de vertigem oscilatória, com instabilidade postural e queixas de desequilíbrio que ocorrem sob forma de ataques em situações específicas. Trata-se de distúrbio somatoforme e seu diagnóstico pode ser estabelecido com base em critérios positivos. Considerando apenas o aspecto vestibular, a vertigem postural fóbica pode ser primária, quando não está associada a outros distúrbios vestibulares orgânicos (sejam periféricos ou centrais) ou secundária, quando deflagrada por distúrbios vestibulares orgânicos que podem ou não persistir após o início do quadro somatoforme4.
A relação entre VPF e transtornos psiquiátricos pode ser considerada da seguinte maneira: existe associação de VPF com ansiedade, depressão, pânico e agorafobia. Embora esta associação seja frequente, a VPF, por si só, não preenche os critérios para estes distúrbios segundo o DSM-IV6; sintomas importantes como tontura e desequilíbrio estão também presentes e são considerados critérios diagnósticos para estas doenças psiquiátricas. Em seu tratamento e evolução recomenda-se, além do diagnóstico precoce, informar ao paciente sobre a doença e seus mecanismos. O paciente é orientado quanto à dessensibilização através de terapia comportamental e de exercícios físicos leves; medicações antidepressivas ou ansiolíticas podem ser utilizadas. Quando tratada adequadamente, tem bom prognóstico, daí a importância do seu reconhecimento para impedir cronificação e posterior incapacitação do indivíduo nas actividades diárias.
Síndrome de Ménière
Características clínicas
Esta doença é caracterizada por surdez, zumbido e vertigem, iniciando-se geralmente na meia-idade e, quando não tratada, persiste indefinidamente com períodos ocasionais de remissão. Começa com zumbido e surdez que, em aproximadamente 90 por cento dos casos, são unilaterais. O zumbido, de baixa tonalidade, tem sido descrito como um murmúrio ou ronco, e, em certos casos, como som sibilante, enquanto que a surdez foi descrita como surdez do ouvido interno, do tipo de recepção, de grau variável. A vertigem frequentemente é um sintoma tardio da doença, e muitas vezes é acompanhada de crises de náusea e vomito que podem incapacitar o paciente. A vertigem, geralmente, tem início súbito, explosivo, durando de vários minutos a várias horas. Alguns pacientes podem prever o ataque pela mudança do tom ou da intensidade do zumbido.
Estes mesmos sinais e sintomas ocorrem comumente nos casos de distúrbios cardiovasculares ou de arterioesclerose cerebral. A verdadeira doença de Ménière, entretanto, apresenta alterações histopatológicas específicas no labirinto, descritas originalmente em 1938 por Hallpike e Cairns. A denominação inespecífica de "síndrome de Ménière" é usada com frequência para descrever condições caracterizadas por vertigem labiríntica, não associada necessariamente com as alterações relatadas por aqueles pesquisadores. Na doença de Ménière verdadeira há dilatação dos espaços endolinfáticos do labirinto, sem reacção inflamatória. O aumento da pressão da endolinfa parece diminuir e distorcer a resposta à estimulação dos órgãos terminais do labirinto e da cóclea. A base da dilatação endolinfática é desconhecida. Sugeriu-se que a causa básica desta alteração é uma disfunção vasomotora autónoma ou uma alergia intrínseca. A sugestão de uma deficiência nutricional não parece válida, em vista da ocorrência unilateral típica.
Tratamento
Nenhum tratamento da doença de Ménière é inteiramente eficaz. A terapêutica medicamentosa, em geral, não é bem-sucedida, embora alguns pacientes reajam favoravelmente aos vasodilatadores, tais como a histamina ou niacina. Quando o tratamento conservador fracassa, pode ser considerada a intervenção cirúrgica para aliviar a vertigem. A operação consiste na secção do oitavo nervo craniano ou na labirintotomia destrutiva, que parecem ser igualmente eficazes na abolição das crises agudas de vertigem.
Esta doença é caracterizada por surdez, zumbido e vertigem, iniciando-se geralmente na meia-idade e, quando não tratada, persiste indefinidamente com períodos ocasionais de remissão. Começa com zumbido e surdez que, em aproximadamente 90 por cento dos casos, são unilaterais. O zumbido, de baixa tonalidade, tem sido descrito como um murmúrio ou ronco, e, em certos casos, como som sibilante, enquanto que a surdez foi descrita como surdez do ouvido interno, do tipo de recepção, de grau variável. A vertigem frequentemente é um sintoma tardio da doença, e muitas vezes é acompanhada de crises de náusea e vomito que podem incapacitar o paciente. A vertigem, geralmente, tem início súbito, explosivo, durando de vários minutos a várias horas. Alguns pacientes podem prever o ataque pela mudança do tom ou da intensidade do zumbido.
Estes mesmos sinais e sintomas ocorrem comumente nos casos de distúrbios cardiovasculares ou de arterioesclerose cerebral. A verdadeira doença de Ménière, entretanto, apresenta alterações histopatológicas específicas no labirinto, descritas originalmente em 1938 por Hallpike e Cairns. A denominação inespecífica de "síndrome de Ménière" é usada com frequência para descrever condições caracterizadas por vertigem labiríntica, não associada necessariamente com as alterações relatadas por aqueles pesquisadores. Na doença de Ménière verdadeira há dilatação dos espaços endolinfáticos do labirinto, sem reacção inflamatória. O aumento da pressão da endolinfa parece diminuir e distorcer a resposta à estimulação dos órgãos terminais do labirinto e da cóclea. A base da dilatação endolinfática é desconhecida. Sugeriu-se que a causa básica desta alteração é uma disfunção vasomotora autónoma ou uma alergia intrínseca. A sugestão de uma deficiência nutricional não parece válida, em vista da ocorrência unilateral típica.
Tratamento
Nenhum tratamento da doença de Ménière é inteiramente eficaz. A terapêutica medicamentosa, em geral, não é bem-sucedida, embora alguns pacientes reajam favoravelmente aos vasodilatadores, tais como a histamina ou niacina. Quando o tratamento conservador fracassa, pode ser considerada a intervenção cirúrgica para aliviar a vertigem. A operação consiste na secção do oitavo nervo craniano ou na labirintotomia destrutiva, que parecem ser igualmente eficazes na abolição das crises agudas de vertigem.
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