Espaço destinado a informação relativa a tontura e vertigem, identificando causas, sintomas e diagnóstico para tratamento das tonturas e vertigens, assim como das dores de cabeça.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vertigem Posrtural fóbica

A vertigem postural fóbica (VPF), é síndrome somatoforme caracterizada por desequilíbrio subjectivo e ataques breves de vertigem em situações específicas. Em período de 18 meses, a VPF foi observada em 41 pacientes, de 251 atendidos. Vinte e seis apresentavam VPF primária; em 65% havia distúrbios de ansiedade ou depressão, e 15 pacientes tiveram diagnóstico de VPF secundária. O exame neurológico e a avaliação complementar foram normais na maioria dos casos. Observou-se resposta favorável ao tratamento (antidepressivos, benzodiazepínicos, psicoterapia e/ou orientações) em 62% dos pacientes, sem diferença entre os grupos de VPF primária e VPF secundária. Apesar da alta prevalência, a VPF é subdiagnosticada. Entretanto, seu reconhecimento é importante para o tratamento adequado, evitando recorrência e incapacitação.
A vertigem postural fóbica (VPF) caracteriza-se por uma combinação de sintomas subjectivos de vertigem oscilatória, com instabilidade postural e queixas de desequilíbrio que ocorrem sob forma de ataques em situações específicas. Trata-se de distúrbio somatoforme e seu diagnóstico pode ser estabelecido com base em critérios positivos. Considerando apenas o aspecto vestibular, a vertigem postural fóbica pode ser primária, quando não está associada a outros distúrbios vestibulares orgânicos (sejam periféricos ou centrais) ou secundária, quando deflagrada por distúrbios vestibulares orgânicos que podem ou não persistir após o início do quadro somatoforme4.
A relação entre VPF e transtornos psiquiátricos pode ser considerada da seguinte maneira:  existe associação de VPF com ansiedade, depressão, pânico e agorafobia. Embora esta associação seja frequente, a VPF, por si só, não preenche os critérios para estes distúrbios segundo o DSM-IV6; sintomas importantes como tontura e desequilíbrio estão também presentes e são considerados critérios diagnósticos para estas doenças psiquiátricas. Em seu tratamento e evolução recomenda-se, além do diagnóstico precoce, informar ao paciente sobre a doença e seus mecanismos. O paciente é orientado quanto à dessensibilização através de terapia comportamental e de exercícios físicos leves; medicações antidepressivas ou ansiolíticas podem ser utilizadas. Quando tratada adequadamente, tem bom prognóstico, daí a importância do seu reconhecimento para impedir cronificação e posterior incapacitação do indivíduo nas actividades diárias.

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